Podia ter sido um autêntico sufoco encaixar 18 músicos e bandas em sete horas de celebração mas não foi.  No passado dia 09 de Dezembro, a Filho Único construiu na Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (Sfuco), uma brincadeira de meninos, de meninos e de amigos próximos que sabem na perfeição como produzir uma festa. No evento de comemoração dos dez anos da associação cultural, reuniram-se no espaço da zona ocidental de Lisboa um conjunto de nomes de elite, sem nunca deixar de aparecer bem vincada a estética DIY.

Felizes aqueles que podem contar, entre as suas fileiras de amizade, uma disparidade de talento nacional e internacional com quem celebrar 10 anos de entrega a um processo progressivo de divulgação artística e de consumação de um amor declarado pela música enquanto objecto global e, preferencialmente, sem barreiras estilísticas.

Pelo salão da Sfuco passaram Panda Bear – o Animal Collective alfacinha -, Primeira Dama, o encontro da Tropa Macaca com o Vaiapraia, a reunião de Éme com Maria e Lourenço Crespo – aos quais se juntaram  Sallim, Moxila e o Tio B Fachada -, e que mais tarde testemunhou uma nova reunião entre Gala Drop e Lula Pena com Maio Coopé e Niagara, Norberto Lobo e o Tó Trips. Um verdadeiro luxo, condensado num final de tarde e numa noite acessível a poucos.