Tudo aponta para que os KYOTI tenham um futuro promissor. A banda tem uma estética artística bastante consolidada entre os três participantes numa onda electro-suave em que sobressaem referências cruciais para o seu desenvolvimento. O grupo detêm várias fontes de inspiração, mas as mais significativas são o escultor Barbara Hepworth e as mágicas ilusões ópticas do surrealista M. C. Escher.

Assim, os KYOTI abrem as portas da percepção para o mundo da música pop contemporânea e continuam a revigorar a sua riqueza musical e artística. A pedir por mais ficam os nossos ouvidos, após escutarmos a combinação perfeita de uma introspecção em modo jazz, como encontramos em Fyfe (ex-David’s Lyre), James Blake, SOHN ou John Grant, com um misto de música electrónica acompanhada de uma batida tão subtil como acutilante.

So pour me one again cos I’m drinking to get dry
I don’t wanna end on another day inside
So pull me out, pull me in, let me lose, let me win
And I’ll accept everything, I’ll accept everything

“Curved Edge, Straight Line” é um tema sobre o perdão e aceitação, com uma letra extremamente viciante, seguida de um estilo minimalista e um ritmo propício a ficarmos colados nela um dia inteiro.

Recentemente os londrinos divulgaram o seu vídeoclip para o tema, protogonizado pela actriz Shené Gardner, que se torna numa elegante ilustração da vibração sonora produzida pela banda. Depois do single “Cave In”, o trio constituído por Ed Burgon, David Mabbott, e Benji Huntrods dá o melhor de si na sua nova faixa, “Curved Edge, Straight Line”.