You and I are monsters
we’ll not find another

cannot be together
lest we eat each other

don’t make me leave

It’s been about a month
and i am eating badly
still don’t cry
but i keep meaning to
i hear the crowds adore you so
but i’m still here
i hope you know
don’t talk to them about me

Keaton Henson – “Alright”, 2016

Keaton… ficámos sem ar. E ficamos sem ar.

Em 2010, quando foi revelado o potencial de Keaton, sabíamos que não iria descer a fasquia e identificámo-lo logo como nosso embaixador sentimental. E foi com este dom taciturno e envolvente que nos apaixonámos pelo artista britânico.

O músico anunciou o lançamento do seu terceiro álbum de estúdio Kindly Now, com data prevista para 16 de Setembro. Teremos de esperar, mas podemos, por enquanto, matar um pouco da curiosidade, com a faixa já divulgada e que se intitula simplesmente “Alright”.

Depois de sustermos a respiração com os álbums 5 Years e Behaving, voltamos agora a mergulhar. E este mar é tão doloroso de nadar e, no entanto, tão bonito. “Alright” vem até nós como uma ode, como uma carta a queimar que chora e que queima as mãos. Esta carta narra a história de um coração sensível, ao som das notas inquietantes do piano: Keaton faz-nos chorar e abraça-nos de seguida.

Este poema, esta carta, esta ode, foi escrita em Los Angeles após o lançamento do seu segundo álbum, Birthday:

Come and meet me in the trenches
I’ll be taking cover
You can load the guns
And I’ll hide behind the others
Always been a coward
You can ask my friends
I hide inside for hours
Always had intense eyes
I think I am sick

Kindly Now tem tudo para ser outro emocionante álbum que, certamente, deixará os nossos olhos húmidos e os nossos corações quentes.

Aguardamos desesperadamente por Setembro,
como nunca antes aguardámos.