Agosto, o calor de Agosto, e o novo álbum das irmãs que adoramos. Já vos falámos o quão são fofinhas e ternurentas as manas islandesas, depois de divulgarem a data de apresentação do seu terceiro álbum, Sundur e a sua primeira faixa, “53“. “Orange” é a segunda fragrância que recebemos do país nórdico.

Cuz nothing ever stays… the same

Sentarmo-nos de phones, à beira mar, a ouvir a nova faixa do duo, ou simplesmente deitados no quarto, numa sensação esmagadora e, ao mesmo tempo, incrível. São tremendos estes três minutos, acompanhados de um piano brilhante, que nos acorda, nos sacode, nos dá um choque… choramos e sorrimos.

One of the challenges Ásthildur and I put in front of ourselves when making this album was writing songs for only piano and voice,

dizem-nos Jófríõur e Ásthildur.

Podemos sentir em “Orange” um soar de um género bastante semelhante a Regina Spektor, uma criação constante de emoções contraditórias, ora felizes, ora tristes, com o balouçar do piano. Falando sobre o amor e a tragédia do tema, “Orange” dói, magoa, mas queremos logo voltar a ouvi-la para receber mais uma vez, as palavras de consolação de Jófríõur e Ásthildur.

Sundur é o álbum mais diversificado e mais maduro da dupla islandesa, com canções escritas pelas duas durante um ano e meio, que enchem a alma e fazem voar. Músicas contornadas pelo amor do teclado e ocasionalmente o sintetizador a dar as suas boas-vindas.

Ora, como já foi publicitado, é no dia 26 de Agosto que será lançado o terceiro álbum das islandesas, Jófríõur Ákadóttir e Ásthildur, um disco que contará com o estilo próprio da melancolia minimalista folk das doces meninas. É já nesse querido mês de Agosto, meus caros.