Poucos dias passados desde o anúncio que Björk Guðmundsdóttir estava de volta aos palcos portugueses depois de uma (demasiado) longa ausência de praticamente uma década, a islandesa vem agora espicaçar os sentidos, novamente com um novo vídeo. “Arisen My Senses”, que sucede da linha de trabalhos visuais absolutamente notáveis e ímpares a “The Gate“, “blissing me” e “Utopia“, é a canção de arranque do recém-editado Utopia, nono disco de originais da ex-Sugarcubes que saiu a 24 de Novembro.

“Arisen My Senses” é um momento de voyeurismo erótico de bizarra (ou qualquer outro adjectivo que ainda se possa aplicar a Björk, sem parecer estafado) beleza que dá continuidade às viagens maravilhosas ao mundo alienígena e carregado de referências biológicas que a islandesa tem vindo a revelar microscopicamente, tanto em termos de estética, como em termos de som e temática.

Realizado desta vez por James Merry, Jesse Kanda, responsável pela capa do álbum, e pela própria Björk , o novo vídeo prossegue na mesma linha que o anterior trabalho de Kanda para “Mouth Mantra”, de  Vulnicura., o álbum anterior de Björk editado em 2015.

Sobre o conceito por detrás de “Arisen My Senses”, Jesse explica:

A couple of years ago, this giant unidentified creature washed up in Indonesia. It was this gorgeous mound of white skin and fat and flesh in a pool of blood on a sunny beach. That really moved me – like total awe. It was the combination of something so catastrophic being so beautiful at the same time, the mystery and fantasy of what it actually was, and the connection to the grander ecological context.

Björk had been playing a video of leopard slugs mating at her concerts, so I knew she and I both loved that as an image. And another kind of obsession I keep coming back to is amniotic sacks, and making sculptural work that depicts birth and death. But this is the first time I did birth, death and mating at the same time.

Arca, o músico e produtor venezuelano que co-produziu grande parte de Utopia e que deixou a sua assinatura na pauta de “The Gate”, “Sue Me”, “Claimstaker”, “Future Forever” e da própria “Arisen My Senses”, contracena com Björk como um ser criador umbilicalmente conectado aos casulos de líquido amniótico onde ela acasala com uma outra criatura num outro casulo e de onde emerge mais tarde como uma criatura voadora não identificada.

Actualização:
20 de Dezembro, às 14h32

O vídeo, que até hoje apenas estava disponível por WeTransfer, já se encontra em baixo para visualização, também com o trailer.

Bjork Arisen My Senses