Sessenta e cinco dias sem sinal podem ser tão dolorosos quanto inspiradores, por isso sintonizemo-nos. Em Sheffield, os 65daysofstatic são personificados num interessante colectivo musical desde 2001. Com melodias ciclónicas envolventes q.b. para nos transportar transcendentalmente ao ponto de vermos na estática um novo universo, chegam a Portugal para nos dar o céu no Porto a 26 de Outubro no Hard Club e em Lisboa a 27 do mesmo mês ainda sem tecto.

No Man’s Sky, o próximo registo de estúdio da banda que sairá fisicamente em Agosto, será a banda sonora do muito aguardado videojogo que leva o mesmo título. É o mais recente projecto da banda que funde o post-rock com a música electrónica numa simbiose arrepiante.

Brilhantismo soa a pouco, quando as provas são evidentes o suficiente para garantir a longevidade do projecto. Com um registo em estúdio consistente e profissional, colaborações com deuses supremos da música como Robert Smith e contribuição de produtores de renome como Dave Sanderson (Reverend & The Makers) e Tony Doogan (Mogwai, Belle & Sebastian), extasiam e não surpreendem.

Sabemos que não é fácil fugir do post-rock genérico, como também não é fácil surgirem bandas que o conseguem fazer e se mostrarem especiais. A criação e destruição da tensão tem sido explorada pelos 65daysofstatic de uma forma diferente, não desprezando o cariz épico que o género exige. Comprovem com o que é já conhecido de No Man’s Sky.