Há 11 atrás Alden Penner e Nicholas Thorburn lançavam Unicorns Are People Too e logo de rajada Who Will Cut Our Hair When We’re Gone? já com Jamie Thompson na formação dos The Unicorns, que trazia algumas das canções do auto-editado disco de estreia a par com novas composições da banda canadiana e a colaboração de Richard Reed Parry dos Arcade Fire com quem tinham programado o lançamento de um split 7’’ que nunca chegou a ver a luz do dia. Who Will Cut Our Hair When We’re Gone? viria a ser reeditado no ano passado pela própria banda com o selo Caterpillar Records e é tido como um marco do indie da década de noventa, lado a lado com nomes muito mais escritos e descritos ao longo  dos anos como os Helium de Mary Timony – agora nas Ex Hex – ou os Pavement. Mas o seu a seu dono e a marca deixada pelos The Unicorns é mais que óbvia, ao longo de Who Will Cut Our Hair When We’re Gone? descobrimos que as raízes de nomes como os MGMT, Klaxons e The Wombats estão aqui ou a responsabilidade que este disco pode ter tido na viragem dos Blur a terras americanas pode ter sido mais que muita. A banda dá por terminadas as actividade no final de 2004 voltando para uma pequena reunião e duas datas com os seus amigos Arcade Fire exactamente dez anos depois para promover a reedição de Who Will.

Em 2013 Alden Penner entrava nos livros de história do indie rock como a voz e co-fundador dos The Unicorns e em 2015 regressa em nome próprio com a excelente notícia de ser o mais recente nome da City Slang e da edição já em Junho de Canada In Space.

Aldan explica-nos o que é este seu novo espaço:

The “Canada In Space” EP is an imagining of the dreams, reveries, phantasms, hallucinations, psycho-spiritual projections, naïve mythologies, actions, visions and experiences of an abandoned crew before, during and after it’s permanent journey to Mars; the compression of time; dispersion, fragmentation of states and generations in space; ultimate detachment & wormholes.”

Para já é apenas um EP mas pelo que podemos ouvir deste “Breath To Burn” queremos mais, já e agora. “Breath To Burn” alastra-se e infiltra-se ao longo de quase oito curtos minutos. O que começa com um arrastado lamento minimal de tonalidades negras e influências de ligeiras brisas árabes rebenta repentinamente em fantasmas dos Pixies e Husker Dü e o caos melódico do melhor rock alternativo norte-americano. “Come On, Come here!!!”.

alec peterson sig