2016 marca o sexto ano do Amplifest, o menino de olhos de ouro da Amplificasom. O festival portuense, que já trouxe a Portugal nomes como os míticos Swans, Godspeed You! Black Emperor ou Metz, regressa à Invicta por quatro noites, de 19 a 22 de Agosto. O Amplifest revela-se como algo que transcende um festival. Não tem uma fórmula específica que justifique o seu sucesso ao longo destes últimos anos, a não ser a sua imprevisibilidade que impossibilita de estar refém de datas, nomes ou locais. É uma experiência que vive da força e relevância dos artistas que atrai, proporcionando concertos dignos de serem relatados daqui a alguns anos; “A banda X? Vi-a no Amplifest!” ou “Estes Y estão mesmo a rebentar, posso gabar-me que os vi pela primeira vez que vieram cá, no Amplifest!”, são alguns dos argumentos ditos pelo público e que justificam que isto é muito mais do que um festival, é confiança que se aposta no melhor para brindar os melhores.

Com o passar dos anos, o Amplifest tem ganho magnitude, tem renascido cada vez mais forte e ambicioso. Como tal, 2016 apresenta-se-nos como a melhor edição até à data, ocupando três salas diferentes: a Cave 45, o Hard Club e Passos Manuel. As boas-vindas serão assinaladas na Cave 45, ao som de Aluk Todolo enquanto senhores individuais da noite. O trio de black metal francês vem apresentar Voix, lançado no passado mês de Fevereiro, e enfeitiçar o espaço com as bruxarias que o seu krautrock esconde.

Depois do explosivo warm-up, chegam os dias 20 e 21 e é aí que a verdadeira magia acontece. Ao todo, são 20 nomes a pisar o palco do Hard Club, dez em cada dia. De Minsk a Mono, passando por Caspian, Neurosis e Oathbreaker, haverá de tudo um pouco este ano no Amplifest, música para todos os gostos mas, por mais distinta que seja, encontram-se todas intrinsecamente ligadas por aquilo que uma canção pode suscitar: a surpresa, a inquietação, a paixão! Advinham-se noites obscuras no Porto, mas é assim mesmo que gostamos.

Na última noite do evento, Steve Von Till e The Leaving abrem as portas do Passos Manuel para soltar a Caixa de Pandora das emoções, para terminar o festival em beleza e garantir umas quantas ‘peles de galinha’. Afinal, a música para além de ser ouvida tem que ser sentida, não é? Entretanto, as Amplitalks estão de volta, assim como os habituais DJ sets e exposições. A Amplificasom não estava a brincar quando disse que 2016 seria a melhor edição do evento até ao momento…

Para as quatro noites, que dá acesso a todos os concertos, o passe tem o custo de 89€ e pode ser adquirido na Amplistore, não estando disponíveis bilhetes individuais. Para se vivenciar um cartaz como este, é preciso usufruí-lo na sua totalidade. E por falar nele:

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