Comparados frequentemente aos Vampire Weekend e aos Two Door Cinema Club, os Hippo Campus dão, no entanto, novas sonoridades indie pop ao mundo com o futuro e mais recente trabalho discográfico. Juntos há cerca de três anos e já com dois EPs no currículo, os norte-americanos preparam o lançamento de Landmark, o seu álbum de estreia, já no início do próximo ano.

Landmark carrega em si uma abordagem mais madura que se reflecte, antes mais, na evolução da escrita das canções e assume-se como ponte que liga o fim da adolescência ao início da vida adulta na qual se combinam temas de carácter mais clássico como a morte, o amor e a amizade, com outros mais representativos da realidade actual como a importância assumida pelas redes sociais e o seu papel no conceito de “viralidade”.

Lançada no final do mês de outubro, “Boyish”, o single de estreia do futuro álbum, fez as delícias dos críticos e fãs por ser um tema alegre que resgata, universalmente, o maravilhoso mundo da adolescência, onde as regras existiam para serem quebradas e nada era para ser levado a sério. No vídeo, a banda surge vestida de uniforme, bem como as restantes personagens, enquanto anda de bicicleta, joga xadrez ou luta com comida. O damasco, elemento presente na letra da canção, é visível ao longo de todo o vídeo, dominando grande parte do cenário.

There’s sunlight dripping off the apricot tree
Lost to the night tide growing in me
Singing to the drunks like our momma did
All we ever knew is what we didn’t have

Por outro lado, “Monsoon”, o segundo single a ser apresentado, é uma balada indie rock metafórica, triste e melancólica, que aborda a morte de um familiar e a ausência de dor na sequência do luto. Nas palavras da banda:

Monsoon’ deals with the death of a family member and the surprising lack of devastating grief. There was joy in the life that had been lived, instead of regret for what could’ve been. The monsoon itself became a metaphor for not experiencing that familiar and widely expressed “it should’ve been me” feeling, and trying to tackle that conflicting guilt. The guilt of not feeling guilty. Re-creating that world to exist in this song was a therapeutic and rewarding process.

O lyric vídeo, a preto e branco, faz juz ao teor da canção, com os cartazes escritos a tinta a ficarem mais ou menos manchados, à medida que são mergulhados na água.

Landmark, o primeiro longa-duração da banda oriunda de St. Paul, no Minnesota composta por Jake Luppen na guitarra e voz, Nathan Stocker na guitarra, Zach Sutton no baixo e Whistler Allen na bateria, chega ao público no dia 24 de Fevereiro.

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