Os Metz são o impulso, o descontrolo e o caos. Cimentam como ninguém a arte de manter a propulsão de sempre em cada trabalho que dedilham nas suas mãos e escrevem com letras eletrizantes o seu estatuto na cena post-punk atual. Mais do que isso, entram em sonoridades transgressivas ambientadas por um noise cortante. No início de agosto, a banda aguça o gosto para novas tempestades auditivas com “Drained Lake”, single a ser extraído do próximo álbum Strange Peace que será lançado a 22 de setembro pela Sub Pop Records a nível mundial e pela Royal Mountain Records no Canadá.

“Drained Lake” mantém-se na linha de conforto que não se sente cansativa. Estridente, o noise que abraça a composição vai-se prolongando, fundindo-se com um riff rápido e uma voz iminente de atitude e revolta. Sem estarem presos à carência de criar tons de aspeto catchy, os Metz oferecem-nos um estímulo cerebral grave e enérgico, com pinceladas de rock industrial. Nas palavras do vocalista Alex Edkins, o single é “a luta constante para nos descobrirmos e sentirmos que a nossa vida e o que nos rodeia faz sentido”. E é neste afastamento de sermos o que é esperado pelos outros que os Metz tentam escrutinar o propósito da vida. Pelo caminho, vão deleitando com quem se cruzam com temas que aparentam ser uma perseguição assombrosa a alta velocidade.

Natural de Toronto, o trio lançará o seu terceiro álbum de originais depois da afirmação que foi o seu disco homónimo de 2012 e II de 2015, que manteve a sujidade necessária para a continuação de uma intensa maré de músicas infeciosas. Integrando o próximo disco, “Drained Lake” junta-se assim à já conhecida “Cellophane”, primeiro avanço de “Strange Peace” que foi lançada há cerca de 3 semanas.