Para os seguidores de Joan As Police Woman e Okkervil River, o nome Benjamin Lazar Davis é um parente próximo. Lazar faz parte da formação que gravou o último disco da banda texana, Away, em 2016, no mesmo ano em que se juntou a Joan Wasser para um disco de assinatura dividida que levou o título Let It Be You. Isto sem nunca deixar de lado a fantasia pop de experimentalismos minuciosos dos seus próprios Cuddle Magic, que editaram no ano passado Ashes/Axis.

Depois de uma separação complicada – não serão quase todas as separações processos delicados? -, Davis investiu tudo o que tinha na compra de instrumentos e equipamento de gravação, entre as quais se contam baterias analógicas e digitais, guitarras e baixos de várias espécies e feitios, um mellotron, um moog e um piano vertical, entre outras peças, e fechou-se durante 30 dias consecutivos no quarto onde cresceu, em casa dos seus pais em Saratoga Springs. Quando a porta se reabriu, havia a espinha dorsal de um disco que iria ser lapidado até ao formato final já na sua Brooklyn natal.

O mesmo amor que uniu Joan As Police Woman e Benjamin, África e em particular a música tradicional da República Centro Africana, transborda agora para a escrita a solo do músico nova-iorquino e dá alguma da forma e direcção inspiracional àquele que será o seu primeiro disco em nome próprio, Nothing Matters. O nome da colecção de canções é inspirado numa fotografia do pai de Lazar, que o músico encontrou durante o período de escrita e gravação.

It was taken in 1969 in Malawi Africa where he lived at the time. He taught me music growing up, and I think seeing that picture right before recording the record gave me a sense of letting go of all of the baggage that comes with making music and being in a relationship. When in the midst of the meditation of making the album, nothing matters. Just let the tape roll and the ideas flow…

Nothing Matters é um disco em que Lazar escolhe gravar completamente sozinho, apesar de ter recebido contribuição na escrita por parte de alguns amigos, como em “Right Direction”, tema no qual Kimbra deixa a sua marca. “A Love Song Seven Ways” é o tema que abre o disco e é a canção que afasta as portas do quarto de todas as expiações de Benjamin Lazar Davis. Pense-se nos Vampire Weekend de férias com os Tame Impala no mundo maravilhoso dos Mercury Rev sentados num balouço mágico e oscilante ao vento e tenham um bom dia – ou uma boa noite -, a sonhar no embalo sonoro de Davis. Nothing Matters sai a 20 de Abril pela 11A Records.

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Benjamin Lazar Davis - Nothing Matters

Benjamin Lazar Davis – Nothing Matters

 

Nothing Matters

1. A Love Song Seven Ways
2. Right Direction
3. Life Is Dangerous
4. Somebody’s Speaking For Me
5. Irene
6. Nothing Matters
7. Brass Tacks
8. Choosing Sides
9. Lies
10. Acquitted