Com o público a trautear os versos das músicas antigas, os Best Youth arriscaram tocar temas novos, sedentos de mostrar o novo trabalho que teima em sair mas, em entrevista à Tracker Magazine, Ed e Catarina levantaram o véu. Falaram do novo álbum, dos Beach Boys e das parcerias musicais.

Ed, quando puxas da guitarra há algum sentimento de rock contido?

E: É difícil gerir isto. Eu e a Kate vimos de backgrounds musicais muito diferentes. Eu tenho, de certa forma, de domar a guitarra e ela tem, por outro lado, de arranjar um bocadinho mais a voz. Mas tentamos não ir muito para uma cena rock.

C: Não é a nossa praia.

E: Mas às vezes escapa.

 Mas é bom ter alguns elementos diferentes.

 C: É bom ser versátil, sim.

E: Eu sou fã, em todas as bandas, independente do estilo musical, da atitude rock a tocar. Gosto de ver isso em jazz, em música latina! É importante a atitude com que as pessoas tocam e como se entregam aos instrumentos.

Já que estamos a falar de influências, vocês gravaram uma música, depois de um concerto na Bélgica, o “Don’t Worry Baby” dos Beach Boys. Eles são uma referência? Eles têm muito de rock psicadélico, como é que vocês se encaixam aí?

E: São, completamente, uma referência. São uma soma das coisas todas que nós ouvimos.

C: A minha infância foi à base de blues e Beach Boys.

Todas as bandas dos anos 60 acabaram por criar o manto que vocês pisam agora.

E: Completamente! Os Pink Floyd são das primeiras bandas que eu me lembro de ouvir dessa altura onde havia a fusão entre sintetizadores e guitarra.

C: Tu hoje em dia não tens essa inovação tão in your face. É mais subtil.

Falando um pouco mais do vosso trabalho actual, a pergunta impõe-se: quando é que sai o novo álbum?

E: Sai depois do verão garantidamente.

C: Garantidamente, Garantidamente!

E: E antes do ano que vem! Este concerto foi o levantar do véu, ao vivo, do disco. Estivemos muito tempo em estúdio. No último ano, a única vez que saímos do estúdio foi para dar um concerto na D’Bandada, no Porto. Nós compusemos várias músicas para o primeiro disco, estivemos a experimentar e a filtrar muita coisa.

Foram buscar esse material?

C: Fomos buscar muito desse material mas, fomos buscar muita coisa fora.

Vocês estão a editar pela Pias?

E: Isso acho que já não vai acontecer, vai ser por outra via. Essa discussão ficou um bocado em águas de bacalhau e temos de avançar.

Vocês vão participar no concerto de Moullinex no CCB, em Lisboa, dia 27 de Junho. Como está a ser a parceria com o single “In The Shade”?

E: Eu estava a ser mesmo sincero (em palco), estava mesmo com muitas saudades de voltar a Lisboa.

C: Já não vínhamos cá há imenso tempo, soube-nos mesmo bem.

E: A parceria está a ser espectacular. Nós gostamos muito de trabalhar com artistas que admiramos. E sendo um estilo que não tem muito a ver connosco, por outro lado tem.

C: Neste disco tentámos ir buscar muita cena de dança.

E: Foi incrível trabalhar com ele, é uma visão incrível da coisa.