New York City, ano de 1999. Daniel Kessler é label manager da editora Caipirinha e Joseph Fraioli acabava de assinar pela mesma para editar a sua estreia enquanto Datach’i. Kessler tinha também acabado de fundar uma banda dois anos antes. Chamavam-se Interpol. Caminhos que se cruzam pela primeira vez.

Dez discos depois enquanto Datach’i e a fundação da Jafbox Sound, empresa de sound design para publicidade e cinema, Fraioli chama Kessler, que já levava um mundo nos pés de tours e três álbuns com os Interpol, para este fornecer partes de guitarra a serem incluídas num projecto cinematográfico. O resultado?! Algo que excedeu e transbordou a ideia inicial e se tornou nos Big Noble, uma entidade sonora que funde os sons únicos e inconfundíveis retirados por Kessler do seu instrumento de eleição com as tonalidades outonais de electrónicas melancólicas e envolventes de Joseph. É acima de tudo o nascimento de algo com uma beleza dificilmente explicável por palavras.

Fraioli explica o objectivo final dos Big Noble como immersive and perspective-changing.

…sonically a lot of the arrangements feel technically vast, but there’s an intimacy that I hope listeners will find addictive to escape within.

Não conseguindo fugir à natural associação com os Interpol, graças à tão forte marca da guitarra de Daniel Kessler em ambos os projectos, dir-se-ia que “Peg”, a primeira faixa tornado pública pelo duo, podia ser fruto de uma colaboração entre os americanos e os Sigur Ros ou algo saído dos Greenhouse Studios em Reykjavik. Para já é a única amostra mas ficamos de ouvidos postos nesta nova nobreza nova-iorquina e à espera de 2 de Fevereiro e do longa duração First Light.

First Light

01 Ocean Picture
02 Stay Gold
03 Autumn
04 Atlantic Din
05 Affiliates
06 Pedal
07 Weatherman Accountable
08 Peg
09 Traveler
10 Vikings

alec peterson sig

 

 

 

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