Birth Of Joy - Prisioner
70%Overall Score

Os Birth Of Joy são uma banda de rock holandesa. Mas não são apenas mais uma banda de rock. São a prova que na Europa também se faz rock completamente finais da década de 60/inícios da década de 70 e muito bem feito. As suas influências não são escondidas e são usadas com orgulho: MC5, Deep Purple, The Doors, Pink Floyd, mas com um twist moderno com uma pequena chama do alternativo da década de 90 ou até mesmo dos mais recentes White Stripes ou Arctic Monkeys.

O álbum tem uma produção bastante retro como seria de esperar, mas não perde o poder sonoro, caracterizado por umas guitarras bem stoner. O órgão de Hammond transporta-nos, de facto, para uma época musical onde as fronteiras eram mais ténues e a mistura psicadélica fazia parte do processo criativo. Baixo e bateria casam e unem a parte instrumental com coesão e fazem-nos querer abanar a cabeça lentamente com o groove. A voz é uma mistura de Wayne Kramer/Ian Gillan nas músicas mais agressivas, e um Jim Morrisson menos soturno nas mais ambientais.

O álbum foi remasterizado no estúdio onde também passaram os já referidos Arctic Monkeys e os The Black Keys. O destaque vai para “How It Goes”, uma ode a Deep Purple (basta ouvir “Space Truckin”), “Three Day Road” com slide guitar à la Pink Floyd e um riff de guitarra saído do The Wall de tão arrepiante que é, “Holding On”, esta uma ode a The Doors sem tirar nem pôr, e o tema que dá nome ao álbum e “Prisoner”, uma canção de trabalhos forçados que os prisioneiros cantavam enquanto trabalhavam muitas vezes na reparação das linhas férreas, transportando-os mais uma vez para o ambiente norte-americano.

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