Já era de esperar esta cartada de interacção com o mundo virtual da excêntrica Björk. A cantora islandesa sempre nos presenteou com cestos recheados de pérolas, ora surrealistas, ora vanguardistas, ora experimentais e em Sydney no passado fim-de-semana – no Festival Vivid onde também actuou Bon Iver -, não foi de todo diferente.
 

Um vídeo publicado por Björk (@bjork) a


Quando nos deu um pouco da essência deste grandioso projecto, aquando do lançamento do vídeo a 360º da primeira faixa, “Stonemilker”, do seu último álbum, esperávamos por mais. Foi quando ouvimos Vulnicura, que chorámos por mais. Este álbum repleto de sangue que escorreu da ferida, repleto dos gritos de socorro e dos sorrisos com lágrimas, este grito do Ipiranga precisava de mais.

O projecto digital é oficial, patrocinado pela empresa de tecnologia HTC, e foi revelado em parte no Festival Vivid na Austrália, com o objectivo de circular pelo mundo nos próximos 18 meses. Durante a digital experience australiana, foi apresentado o relançamento de Vulnicura. O novo Vulnicura VR será o primeiro disco em realidade virtual da história e afirma Björk como pioneira no que toca a explodir com fronteiras.

I’m committed now to making a whole VR album for Vulnicura. And I think it serves this album very well, because it’s the only album I’ve done that’s chronological; it has like a spine, a story.

 

Um relançamento que promete blow our minds.

Esperam-se múltiplas atracções nas áreas dos audiovisuais: trabalhos que alternam entre o 3D de alta resolução, capturas de movimento e hologramas, tudo isto com uma pitada de ajuda dos fãs. Dividido em 5 espaços únicos e misteriosos, o público prepara-se para explorar o mundo digital de Björk, com a colaboração de vários realizadores: Andrew Huang, Warren Du Preez e Nick Thornton Jones e Jesse Kanda.
 

As faixas dos álbum Vulnicura são de teor pessoal, onde a cantora nos dá a mão e nos puxa para mais uma das viagens da sua vida, ou a vida de todos nós. Esta romaria, que será agora de realidade virtual, dá um lugar nessa viagem a todos os que se permitirem tirar os pés do chão… para sempre. A experiência agora chama-se Digital Björk.