So here we are. Here we are, 13 anos depois, a contemplar num flash tão rápido quanto emocional, o trilho desbravado por cinco álbuns, certamente pautado por muitos altos, alguns baixos, num percurso tantas vezes imprevisível, para o melhor e para o pior, dos Bloc Party. Here we are, 13 anos depois, a abrir Silent Alarm, o álbum de estreia dos londrinos, como se fosse a primeira vez.

De 2005, brotava aquele que o tempo haveria de confirmar como um dos discos que mais marcaram uma geração de indie rockers – aqueles com tendência para levar as guitarras a rodopiar nas pistas de dança dos indie clubs e aqueles que tinham já as prateleiras decoradas com os álbuns de estreia de bandas como Franz Ferdinand, LCD Soundsystem, Interpol ou Kasabian – como ao próprio género em si e tanto mais para além dele.

Houve um hiato em 2009, houve vários projectos paralelos, houve as saídas do baixista Gordon Moakes e do baterista Matt Tong e a entrada de duas novas forma de ver a música; houve também Kele a descobrir a espiritualidade, depois tantas vezes iluminado pelos strobes caóticos emitidos pelos seus discos a solo, voltados muito mais para a música de dança. Mas Silent Alarm (e em grande parte o registo que lhe sucedeu, A Weekend In The City) continua a brilhar com toda a sua magnificência quase intocável num pedestal que partilha com poucos registos editados na altura.

Os Bloc Party, já com a nova formação desde 2015 e da qual já saiu, entretanto um disco – Hymns, de 2016 – pegam naquele que será, porventura, o seu trabalho mais emblemático e sobem-no ao palco de seis cidades europeias, em Outubro. O álbum, para recordar em baixo, juntamente com as datas que compõem a digressão Silent Alarm.

Bloc Party