Ainda Dezembro estava a mostrar os seus primeiros raios de Inverno e os Bon Iver de Justin Vernon, Sean Carey, Matthew McCaughan, Michael Lewis e Andrew Fitzpatrick subiam ao palco da Pioneer Works, um antigo espaço metalúrgico em Brooklyn, transformado em espaço de intervenção cultural sem fins lucrativos e de apoio e desenvolvimento às artes contemporâneas mas indo mais além, muito mais além. Espaço esse do qual Justin Vernon é colaborador ocasional.

A noite abriu com as palavras históricas da carta de Sullivan Ballou, politico e oficial do Union Army durante a Guerra Civil Americana, para a sua mulher Sarah Ballou onde discorria sobre o medo, o amor, a culpa, a procura, a divisão entre o seu amor por ela e o sentido de dever por uma causa superior. Tudo temas de alguma forma presentes nas linhas misteriosas e ocultas de 22, A Million.

“Sarah, my love for you is deathless, it seems to bind me to you with mighty cables that nothing but Omnipotence could break; and yet my love of Country comes over me like a strong wind and bears me irresistibly on with all these chains to the battlefield. (…)

But, O Sarah! If the dead can come back to this earth and flit unseen around those they loved, I shall always be near you; in the brightest day and in the darkest night—amidst your happiest scenes and gloomiest hours—always, always; and if there be a soft breeze upon your cheek, it shall be my breath; or the cool air fans your throbbing temple, it shall be my spirit passing by.

Sarah, do not mourn me dead; think I am gone and wait for me, for we shall meet again.”

Os Bon Iver fizeram-se acompanhar ainda nesta noite especial dos saxofones de Nelson Devereaux, Stephanie Wieseler, Dustin Laurenzi, Chris Thompson e Cole Pulice. Este foi o alinhamento:

01. “10 d E A T h b R E a s T ⚄ ⚄”
02. “33 ‘GOD'”
03. “Heavenly Father”
04. “29 #Strafford APTS”
05. “Beach Baby”
06. “666 ʇ”
07. “715 – CRΣΣKS”
08. “Calgary”
09. “22 (OVER S∞∞N)”
10. “8 (circle)”
11. “Minnesota, WI”
12. “____45_____”
13. “Creature Fear”
14. “00000 Million”