Os Boogarins, que tocam amanhã no Rock in Rio Lisboa, divulgaram recentemente o primeiro vídeo do seu segundo álbum editado em Outubro do ano passado: Manual ou Guia Livre de Dissolução de Sonhos.

Surgidos em 2012, é com o lançamento do disco As Plantas Que Curam (2013), que os Boogarins depressa se tornam num caso de sucesso. Mas é com o segundo disco que se dão a conhecer a meio mundo, o que os tornou motivo de reconhecimento por parte do New York Times, Guardian, Fader ou NME. O teledisco de “Benzin” foi gravado na Chapada dos Veadeiros, um espaço de uma beleza natural localizado no interior de Goiás, estado de onde a banda é natural.

Com um som que tem como raiz o psicadelismo e o rock progressivo dos anos 60 e 70, a banda não deixa de fora a bossa nova, no conjunto das suas principais influências. A sua formação musical assenta em Dinho Almeida (guitarra e voz), Benke Ferraz (guitarra), Raphael Vaz (baixo) e Ynaiã Benthroldo (bateria), e a magnificência da sua música pode ser encontrada, ora no baixo forte e igualmente agressivo, ora nos solos e riffs de guitarra que se juntam a um som de bateria alto, mas que ainda assim se revela adequado e competente. Se a tendência das bandas brasileiras é muitas vezes restringir-se ao seu país, por ter um mercado bastante autossuficiente, os Boogarins são a excepção à regra .

Depois de várias passagens pelo nosso país em anos anteriores, a banda regressa amanhã aos festivais em Portugal, tocando no palco Vodafone do Rock in Rio. Mas como o sucesso não espera por eles, partem depois rumo ao México e EUA, para dar continuidade à digressão mundial de promoção de Manual ou Guia Livre de Dissolução de Sonhos.