Quando o etéreo deixa as neblinas e avança realidade 3D adentro transforma-se em brutalidade delicada. E o processo evolutivo dos Braids abriu as portas da realidade de par em par mantendo muita da magia que os caracterizava. Não se perdem as poeiras cósmicas mas ganham-se poemas concretos, concisos e violentamente reflectivos. “In my position I’m the slut/ I’m the bitch/ I’m the whore/ The one that you hate”. Palavras assim não deixam muita margem de discussão e a banda ganha uma força extra, mais adulta, madura e renovada. “Miniskirt”, símbolo quase sagrado da emancipação feminina, passa aqui para a pauta do trio canadiano e para a voz e poema de Raphaelle Standell-Preston.

O vídeo realizado por Kevan Funk gravita em torno da misoginia, do aprisionamento da mulher nas torres de relacionamentos doentes revestidos de belo – retratando Rapahelle como Rapunzel – e da libertação final em danças no elemento verde de jardins e bosques. Quase pagão, totalmente libertador.

Deep In The Iris saiu em final de Abril e “Miniskirt” é o primeiro vídeo para o terceiro registo dos Braids. Para ouvir aqui “Taste”.