Parece que o Brasil é em 2018 o Olimpo dos deuses do rock alternativo. Depois de receber Walter Schreifels e seu Quicksand, as dancinhas encantadoramente cruas e desajeitadas de Samuel T. Herring à frente dos Future Islands, Mark Kozelek e a melancolia do Sun Kill Moon, e prestes a presenciar o messiânico Nick Cave, agora é a vez de Doug Martsch fazer sua estreia por aqui com o Built To Spill.

Nascida em 1992 no estado de Idaho, região montanhosa dos Estados Unidos e geograficamente fronteiriça com o Canadá, a banda que tem em Martsch seu coração e espinha dorsal, busca inspiração no vizinho Neil Young para construir sua sonoridade guiada por guitarras altas e melodicamente sujas.

Hoje um power-trio composto ainda por Jason Albertini no baixo e Steve Gere na bateria, o Built to Spill tem como costume mudar de formação a cada novo trabalho, afim de experienciar novos processos criativos. A torrente de fuzz despejada em riffs complexos e de fazer sangrar os ouvidos elevou a banda a uma espécie de monumento indie, um verdadeiro oásis de identidade e devoção artística.

Com uma discografia enxuta mas concisa, composta por oito álbuns – sendo a inebriante tríade lançada pela Warner com Perfect From Now On, de 1997, o maravilhoso Keep It a Little Secret, de 1999 e Ancient Melodies of the Future, de 2001, a sua fase áurea -, o Built to Spill traz aos palcos brasileiros a turnê de promoção a Unthetered Moon, disco lançado em 2015 após um longo intervalo de oito anos. Os shows acontecem em Belo Horizonte no Festival  Quente, no dia 08 de Novembro, e em São Paulo, um dia depois.

Built To Spill Brasil Tour

Built To Spill Brasil Tour