E assim começam a serem desmontadas as magníficas estruturas montadas pelos Temples nos terrenos psicadélicos do sol. O sucessor do disco de estreia que os lançou sem apelo nem agravo – ou, talvez, gravidade seja um termo mais certeiro -, para tours imensas e o mundo a seus pés no que toca a serem uma das bandas mais interessantes do psych revival é, finalmente, anunciado… mas não esperem para já em pé, porque o segundo disco do quarteto inglês sai apenas em 2017 pela Fat Possum e pela Heavenly. Logo no início do ano, dizem eles; a ver vamos.

Por agora, resta-nos a certeza de que os Temples traçam novas rotas mas sem mudarem a sua nave. “Certainty”, a amostra primeira e cicerone do regresso da banda de James Bagshaw, é o caleidoscópio de cores e tons que os Temples já nos habituaram. Mas não são só os Temples de antes; são também uma ameaça de uns Temples do futuro. Os teclados ganham outra vida, os anos 60 seguem em direcção aos anos 600 onde Charlie abre a Fábrica de Chocolate a todos, onde é descoberta que Alice afinal sempre foi a Lagarta Azul e onde os MGMT  e os Empire Of The Sun esperam os Temples sentados num campo de papoilas já processadas… e nós sabemos bem para que servem as papoilas, certo?

James contou sobre “Certainty” que…

…when writing the melody for ‘Certainty,’ I wanted to create something with almost an eerie, early Disney vibe, something playful and harmonious, but with a dark twist. Producing the song was as much about layering as it was about sparseness — the verses needed to reveal the thumping motion of the bass and the reflective lyrics, and the melody had to be paired with the right ambience.

Fica a promessa de mais novidade sobre o novo disco para muito breve e a certeza do comeback em grande estilo de Tom Warmsley, Sam Toms, Adam Smith e James Bagshaw.