Estávamos em 2006, e a capital recebia de abraços abertos a 12ª edição de um festival que enchia na altura o Parque Tejo e cujo cartaz tinha inscritos nomes como Placebo, Tool, Franz Ferdinand, dEUS e Editors. Mas não se ficavam por aqui os nomes sonantes que faziam parte da elite musical do cenário internacional desse ano, um ano também marcado por uma restruturação do conceito do evento, que passou a ocupar dois fins-de-semana consecutivos (ao contrário dos três dias das edições anteriores de 2004 e 2005), e passava a contar apenas com um palco, sendo o primeiro ano que via desmantelado o Palco Quinta dos Portugueses.

Com um novo disco – Saturday Night Wrist -, a poucos meses do seu lançamento oficial e do qual o público português teve oportunidade de ouvir ao vivo os primeiros ensaios os Deftones, que agora regressam onze anos mais tarde ao mesmo festival e, simultaneamente, ao mesmo local, acompanhavam os Alice In Chains, os X-Wife e os Primitive Reason num alinhamento em que a banda de Chino Moreno se destacava por uma sonoridade pesada mas de vertente alternativa. Com mais três discos para apresentar ao público do SBSR Diamond Eyes (2010), Koi No Yokan (2012) e Gore (2016), os Deftones regressam assim, não só ao cartaz que os acolheu ainda o festival não tinha saboreado as areias do Meco, mas também a uma cidade onde tocaram pela última vez em 2010, mais propriamente no Campo Pequeno onde despejaram as guitarras cheias e ácidas de Diamond Eyes que traziam como novidade.

A banda norte-americana junta-se assim aos Red Hot Chili Peppers que actuam no dia 13 de julho e que esgotaram já, antes do novo ano, o primeiro dia do evento. Em baixo, “Prayers/Trainagles” de Gore, o seu último registo de estúdio.