Há gente com talento e depois há gente como o Chris Garneau. Delicadamente absorvido por paisagens de neves brancas, brutalmente imerso em canções de sonho, inocentes e de nuances quase campestres, canções de semblante infantil e de palavras pesadas de adulto que pensa demais, sente demais, sabe demais e compreende de menos.

Há as cordas de Patrick Wolf, o psicadelismo barroco e doce de “Deserter’s Song” dos Mercury Rev, quando é folk é Bill Callahan e Beirut, quando experimenta é Tiersen e Coco Rosie… Mas é sempre, mas sempre Chris Garneau, dono e senhor de Winter Games, um dos mais belos discos que 2013 viu nascer e que chega finalmente a Portugal pela mão da Nariz Entupido.

Lisboa, a 2 de Novembro, abre as portas dos magníficos e sumptuosos salões do Conservatório Nacional ao sonhos de Inverno do nova iorquino, Chris Garneau.

alec peterson sig