Ainda nem acabámos de respirar correctamente depois do precioso álbum, Sundur, e já nos derretem com outra enxurrada de amor. O novo vídeo das irmãs maravilha “Orange” já anda por aí a rodopiar ao mesmo tempo que dá corpo e vida aos bailarinos Halla Þórðardóttir e Sigurður Andrean Sigurgeirsson, que vemos a amar e a guerrilhar nestes tremendos três minutos.

Realizado e produzido pelo fotógrafo norueguês Magnus Andersen, o vídeo passa-se numa paisagem que acreditamos ser na Islândia acompanhado da coreografia desenhada por Heba Eir Kjeld. “Orange” das Pascal Pinon retrata um belo quadro pintado a óleo que mexe e agita. Este poema vivo, faz-nos sentir na pele o medo e a mágoa, mas as palavras de consolação de Jófríõur e Ásthildur dão-nos um novo fôlego de esperança.

Esta criação e muitas outras do duo Pascal Pinon, podem ser escutadas com todo o amor e carinho em Sundur, o seu mais recente trabalho, colorindo emoções contraditórias acompanhadas do balouçar do piano e do órgão Yamaha. Mergulhamos numa onda brilhante que nos acorda e nos belisca. Vemos em “Orange”, três histórias de amor. Duas que fracassam. Uma que sobrevive. Orfeu e Eurídice dançam e choram, mas amam. Em contagem decrescente para mais adorações de quadros mitológicos como este.

I had a lover
one that’d flown far and high overseas.
Too soon it was over
it was bittersweet.
And he sent me a letter
and soon all my tears had been shed.
He was done getting battered,
it’s good it’s gone

The main themes in ‘Orange’ is wordplay (repeating phrases but changing one word to alter the whole meaning), diary – or a kind of memoir-styled lyrics and imagining you’re in a piano bar in the ’50s singing about your loves and tragedies. –  Jófríõur