Democracia; substantivo feminino, definida pelos dicionários como “sistema político em que a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade”, conceito originário da Grécia Antiga e formada pela junção dos vocábulos ‘Demos’ (Povo) e ‘Kratos’ (Poder).

Democracia; algo que, mais que um mero conceito, é um ideal de governo que se ambiciona, com justiça, igualdade, saúde e qualidade de vida para todos, mas que os dias sombrios que vivemos – especialmente à face dos mais recentes eventos políticos que se testemunharam do outro lado do Atlântico -, nos faz questionar em que moldes e que forma tomará pelo que se lutou, se sangrou, se morreu, se sacrificou; ou se será esta uma Democracia em nome apenas, onde – e cada vez mais -, o poder se concentra nas mãos de uma minoria, ficando a maioria a contentar-se com parcas migalhas e sacarinas e vácuas doses de ‘cultura’ destinadas a diluir a capacidade e o desejo de vermos além do que os media nos oferecem como sendo a verdade.

Mas a Democracia é também a arte. É música, é dança, é imagem, é som, ruído, cacofonia, é um plié, é ‘La Liberté guidant le peuple‘ num quadro de Delacroix, um grafitti de Banksy, é John Cooper Clarke a declamar um poema, é o funk de George Clinton, é um solo de guitarra que se estende ao infinito. A arte é do povo, a democracia é o povo e, por vezes, tudo isto é também génio: é aqui, então, que vários génios confluem, é aqui que génios de várias vertentes se unem e cantam e interpretam e ilustram e celebram a Democracia. As imortais palavras são do saudoso Leonard Cohen. A inesquecível voz que as declama, do mestre da literatura fantástica Neil Gaiman. As mãos que tão delicadamente acariciam as teclas, pertencem a Amanda Palmer. As imagens que acompanham o vídeo, ilustradas pelo imaginário inigualável de David Mack e superiormente animadas por Olga Nunes.

Democracia. Hoje, e sempre.

Para relembrar aqui o original: