Daniel Woolhouse está de volta aos discos e às suas viagens musicais. Tendo nos últimos anos lançado dois discos – Life After Defo (2012) e Songs (2014) -, enquanto Deptford Goth, altura da sua carreira onde privilegiou os ritmos da música pop electrónica e os versos por si escritos, Daniel lança-se agora num novo registo. A primeira faixa a ser desvendada tem como título “Map Of The Moon” e é também o primeiro single do novo disco do músico britânico, ainda sem título e sem data de lançamento conhecida. Sabe-se apenas que será editado pela editora independente britânica, 37 Adventures.

Natural do sul de Londres, Daniel Woolhouse projectou-se no espaço musical em 2010, acumulando as funções de produtor, vocalista e compositor. Tudo isto soa normal, não fosse também Daniel na época professor assistente numa escola primária. Como tantos de nós que temos uma espécie de vida dupla, no seu período diário e laboral dedicava-se a ensinar os mais novos, passando depois no final do seu dia e no período nocturno à escrita de canções. Canções, essas, aconchegantes que oscilavam entre a música pop electrónica e o r&b.

É agora com o nome original que lhe vamos conhecer “Map Of The Moon”, single que marca o regresso às edições discográficas. Um comeback que prima por ser uma busca de identidade, uma identidade mais pessoal e mais própria da pessoa de Daniel Woolhouse. Demonstrando essas diferenças e falando nesta nova fase que o caracteriza, o músico afirmou que as mudanças começaram inicialmente na escrita das canções e nas sensações que tudo à volta lhe despertava.

So I pictured people in their places, and what everyone needed to bring to the song, which opened me up to recording with a new energy and an extra sense of freedom. By embarking on something new, I decided to separate it from the Deptford Goth albums.

“Map Of The Moon” chega também em formato vídeo realizado por Jack Barraclough e do qual o músico aponta também ideias importantes acerca das ligações estabelecidas entre palavras/ideias e imagens/movimento.

The pace and atmosphere is really great with the song I think. Lyrically, the song contains these distractions along the way, from A to B. So the constant movement in the video, with incidents appearing and disappearing, works in parallel with that idea.

Sendo uma canção ligeira e algo melancólica (nada que seja estranho no registo do músico britânico), a verdade é que estamos perante uma bonita canção onde os instrumentos, piano e sintetizadores, e voz se transformam numa deslumbrante e perfeita harmonia sonora.

Este primeiro registo apresentado desperta um sentimento de imensa curiosidade em desvendar o restante conteúdo do álbum que Woolhouse lançará ainda este ano. Mas, por agora, resta mesmo ouvir, ouvir e ouvir o single e respectivo vídeo.