Doug Keith - Pony
50%Overall Score

Doug Keith traz-nos um cavalinho bem tratado mas longe, muito longe mesmo, de ser um puro-sangue. Pony, nascido numa quinta vinda de um farmville (para todos, mas longe de ser para todos nós). “O inverno foi esquecido em Julho”, diz a música “I Will Burn For You”, acompanhado por uma bateria que faz lembrar Bon Jovi. Em “Long Shot”, a voz faz lembrar Bruce Springsteen e “Pure Gold In The 70’s” é uma pequena aproximação a Pink Floyd e talvez a melhor música do álbum, algo que sai um pouco da quinta onde Pony foi criado: uma voltinha ao lago mais próximo. Pony é uma viagenzinha pequena, com pouco sabor, com muitas referências musicais e isso percebe-se perfeitamente. Se esta era a intenção, então Doug Keith conseguiu o que queria… um Pony pensado em laboratório desde o princípio, sem grandes acessos de genialidade nem momentos de indisciplina… algo de que a música precisa (e não em doses exageradas).

Este disco é uma novelinha de dia de semana durante a tarde; distrai mas não atrai; se passar na rádio não desligamos, mas não lhe prestamos muita atenção. Mesmo a música com o nome mais sugestivo, “The Weather’s Fucking Awful”, não consegue convencer e é apenas mais um pobre episódio desta novelinha feita de paninhos quentes. Talvez seja um disco politicamente correcto. “A Bone In Your Hand” fecha esta temporada de Doug Keith. É algo mais chegado ao rock, mas longe, mas mesmo muito longe de o ser. Doug Keith consegue um disco sóbrio, mas com muito pouco brilhantismo. Pony é velocidade controlada por radar em modo cruise control em viagem da cidade para o subúrbio (para quem ainda tem disso, é do trabalho para casa), mas não todos os dias.