Os DZ Deathrays são apenas dois rapazes. E parece mentira, tal como acontece com os Death From Above e os Royal Blood, como o simples recurso a um instrumento de cordas, vozes e um kit de bateria seja ainda, em 2018, mais que suficiente para se tirar da cartola discos como estes. Directo, com um alto nível de capacidade de surripiar a tudo e mais alguma coisa da história do rock e ainda soar fresco, descomprometido e deixar o sabor gostoso de missão cumprida assim que o silêncio ocupa o espaço que ainda há pouco Bloody Lovely ocupava.

Shane Parsons e Simon Ridley são australianos e tem vindo já desde 2012 e desde o disco debutante,  Bloodstreams, a dizer que estão cá para o que der e vier quando alguém voltar a dizer que o rock está em coma. Ao longo do novo disco, o duo explica tintim por tintim como é que em pouco mais de meia hora – oh yeah, perfeitamente aconchegado para caber de um lado de uma cassete de 90 mins -, se consegue prestar um alto serviço e honrar a memória de Kurt e dos Nirvana, ir até bem mais atrás aos Black Sabbath ou aos New York Dolls, encostar a testa aos Jane’s Addiction e fazer frente a heróis contemporâneos como Jack White com os seus Stripes, sem na verdade roubar nada a ninguém mas vanglorizando-se como sucessores mais que verdadeiros de outros legados. Dance-punk? Post-grunge? Simplesmente, DZ Deathrays.

Data de Lançamento: 02 de Fevereiro
Editora: I Oh You Records