Quatro meses exactos nos separam da primeira noite de Vodafone Mexefest. O incontornável desfile de neo-estrelas que decorre todos os anos na Avenida da Liberdade em Lisboa, tem a data marcada e os primeiros nomes revelados. Depois de no ano passado nomes como os Chairfift, Benjamin Clementine, Villagers ou Titus Andronicus terem marcado presença nas várias salas que compõem o roteiro, este ano a atenção começa logo a ser captada no primeiro trio de ataque. Charles Bradley, a já confirmada no Festival Para Gente Sentada Mallu Magalhães e Baio, o homem dos baixos nos Vampire Weekened.

Mallu Magalhães regressa a si mesma com o espectáculo Saudade – Voz e Violão depois de durante dois anos ter sido um dos vértices da Banda Do Mar juntamente com Marcelo Camelo e Fred Ferreira. Pitanga em 2011, Highly Sensitive em 2013 e o disco homónimo da Banda tornaram a compositora paulista uma parte de nós. Depois do Festival Para Gente Sentada em Braga nos dias 16 e 17 de Setembro, Mallu desce a Lisboa para a edição de 2016 do Vodafone Mexefest. Ainda antes duas datas na sua terra natal a 27 de Agosto em Sampa e a 02 e Setembro no Rio de Janeiro.

Santo não é mas fé tem muita, na soul e no r&b que habita a sua voz e o seu corpo. A história de Charles Bradley já é sobejamente conhecida e o talento precoce que demorou mais de cinco décadas a ser revelado ao mundo é hoje uma certeza e uma inspiração. Nunca é tarde para se ser quem é e perder o medo. Entre os primeiros singles no despontar do novo milénio “Take It As It Come” é de 2002 e o longa-duração de estreia passaram quase mais dez anos. No Time For Dreaming em 2001, Victim of Love em 2013 e já este ano Changes, afirmaram Bradley como um ser superior na história da música negra norte-americana ao lado de Brown, Otis, Sly & The Family Stone ou Curtis Mayfield. Já tivemos o privilégio de partilhar noites com ele no Primavera Sound em 2014 e Paredes de Coura no ano passado mas tanta alma nunca é demais.

Enquanto os vampiros foram de fim-de-semana, Baio lançou-se a mexer nas suas próprias canções. The Names, o disco de estreia de Chris Baio, foi editado em 2015 e afasta-o do universo em que os Vampire Weekend dominaram os últimos anos, uma cena indie virtuosa influenciada pela África de Paul Simon, dos Ladysmith Black Mambazo, de Miriam Makeba e de Johnny Clegg & Savuka e pelo tratamento quase literário aos desvios punk-rock dos They Might Be Giants, Replacements e a sua declarada principal influência, os The Clash. Mas Baio foi dançar enquanto os vampiros estão parados e The Names, nome sacado a um livro de Don DeLillo, é um manual incrível e injustamente marginalizado de electropop banhado a tons de house music e a uma aura experimentalista e é com este manual que Chris vem ensinar Lisboa a dançar em Novembro.

O bilhete único válido para os dois dias do Festival encontra-se já à venda nos locais habituais pelo valor de 40€ até 30 de Setembro, passando para 45€ a partir do dia 01 de Outubro. Nos dias do Festival o valor do bilhete é 50€.

Vodafone Mexefest 2016

Vodafone Mexefest 2016