Quando o psych se alimenta de surf pop, quando o art rock vai buscar a sua filigrana aos sintetizadores e quando essas fusões se agitam descontroldas dentro de uma nave espacial de luzes estroboscópicas multicolores que alastrarem os seus tentáculos por um código genético que viaja a galope de um western saltitante – e tudo isto condensado numa alucinação sonoro e visual incitado por ervas medicinais e percusões tribais -, é muito provável que nos tenhamos encontrado com qualquer coisa de novo no enérgico e incansável mundo dos Django Django.

Com novo álbum a caminho, os britânicos voltam a penetrar no fascinante e lunar tecido prateado que enrosca o emaranhado de influências que funde o seu som. Forjado segundo os mesmos moldes que os dois discos anteriores – Django Django de 2012 e Born Under Saturn de 2015 -, os britânicos continuam a penetrar no campo dos delírios com “Tic Tac Toe”, o single de apresentação que desbrava caminho para Marble Skies, aquela que será a terceira incursão dos Django Django pelas quimeras discográficas.

Dotado de uma aceleração destravada e ininterrupta à semelhança de todas as criações que levam a etiqueta Django Django, “Tic Tac Toe” vem acompanhado de um vídeo surreal que se não fosse absolutamente quirky e desarranjado não seria certamente obra genuína da banda. John Maclean, o realizador do vídeo e irmão do baterista David Maclean fala-nos sobre o significado e as profundas motivações que estão por detrás das imagens:

The film could be about the fading era of the beach arcades, time moving too fast, love and games, horror and happiness. But it is actually about a man who needs to go buy a pint of milk to make a cup of tea.

Marble Skies é editado a 26 de janeiro pela Ribbon Music.