Enquanto os Metric continuam firmes e determinados em fazer de Pagans In Vegas de 2015 o último invólucro sonoro da sua carreira sem manifestar grandes intenções de lhe nomear por enquanto um sucessor, Emily Haines vai estendendo os vários afluentes da sua persona artística por outras longitudes.

Depois de dar este ano continuidade ao seu projecto a solo depois de 11 anos repousados na ponta de Knives Don’t Have Your Back de 2006 com Choir Of The Mind editado há cerca de um mês, a canadiana lança agora uma narrativa visual de vários episódios convertida em história de embalar para uma das canções mais marcantes do segundo disco sob a alçada dos Soft Skeletons.

No balouçar do limbo entre uma vida no seu decorrer natural – com a ressalva que se trata de uma película de traços lynchianos -, numa casa suburbana e uma versão fantástica, quase irreal de si mesma, Emily Haines confronta-se com a sua própria imagem no que parece ser um doppelgänger – monstro das lendas nórdicas que assume uma forma física idêntica à da vítima -, num cenário em que acaba invariavelmente por perder. Sobre o vídeo, explica:

Society at large, humanity at large, is still drawn downward to our worst instincts in so many places. Our worst instincts are, unfortunately, situated right next to our best instincts, and the things that make us genuine and authentic are situated next to our vices of greed and violence and narrow-mindedness and bias.

Choir Of The Mind de Emily Haines & The Soft Skeleton saiu a 15 de setembro passado.