Os recomeços não são experiências assim tão assustadoras para Johnny Lloyd como o são para o comum dos mortais; na verdade, é algo que parece mantê-lo tão vivo quanto as multicores que emanam da cultura mexicana que Johnny procurou capturar no trabalho visual que ofereceu ao tema “Running Wild” do seu registo a solo.

Johnny Lloyd segue agora o seu próprio caminho após integrar bandas como os Operahouse e os Tribes, que puseram um fim à sua carreira numa altura em que atingiam o seu auge em finais de 2013. Johnny trilhou assim uma nova rota musical que transformou numa carreira a solo e levou consigo a bagagem das bandas em que foi vocalista além das experiências e sólidas parcerias conseguidas ao longo do tempo enquanto actor no meio musical. Miguel Melo, antigo companheiro nos Tribes, acompanha Johnny nesta sua aventura solo, juntamente com David Kennedy, Nicole Coelho e David Dangerasi.

Se o espírito de Johnny Lloyd é livre, essas parcerias são sólidas. Após trabalhar com Hugo White dos The Maccabees no seu primeiro EP intitulado Hello Death, a colaboração continuou com o acrescento valioso de Mike Crossey dos The 1975 na produção de Eden, o segundo EP de Johnny lançado na última sexta-feira pela Xtra Mile Recordings. No âmbito do seu novo trabalho visual, Johnny Lloyd seguiu os seus instintos e viajou até o México para dar as imagens ao vídeo do single de avanço “Running Wild”, uma faixa que traz nas suas linhas melodiosas uma característica bastante sua: aproveitar o mundo como inspiração e dar o seu tom questionador sobre a vida.

Durante os nove dias que passou pelo México, o músico registou a energia sobrenatural e multicolorida das tradições do país, onde as populações se tornaram o espelho de todo vigor e misticismo, revelando traços de antigas civilizações e as cores vibrantes que emanam dessa riqueza cultural. Os ambientes por sua vez, revelam a Johnny Lloyd uma mistura entre o livre e contemplativo, vivendo entre o vintage e as aventuras de um deus do rock.

“Running Wild” was written in reaction to the live shows- for me the song’s about being free and trying to find a place in the world.