Por vezes mais vale deixar as vozes da criação falarem por si. A voz de Nika Roza Dalinova dá corpo e forma ao regresso da sua Zola Jesus, abrindo o coração e as portas ainda mais negras porque reais sobre os conceitos e a inspiração que construiu o novo disco da norte-americana com ADN esloveno, ucraniano e alemão. Okovi será o sexto longa-duração de Dalinova e sai novamente na Sacred Bones onde deixou, até agora, boa parte da sua obra com excepção feita para o anterior Taiga lançado pela Mute em 2014, e Stridulum II editado em 2010 pela Souterrain Transmissions.

Num extenso comunicado sobre Okovi, Nika fala de um processo de catarse e do relacionamento próximo com a morte.

Last year, I moved back to the woods in Wisconsin where I was raised. I built a little house just steps away from where my dilapidated childhood tree fort is slowly recombining into earth. Okovi was fed by this return to roots and several very personal traumas.

While writing Okovi, I endured people very close to me trying to die, and others trying desperately not to. Meanwhile, I was fighting through a haze so thick I wasn’t sure I’d find my way to the other side. Death, in all of its masks, has been encircling everyone I love, and with it the questions of legacy, worth, and will.

Okovi is a Slavic word for shackles. We’re all shackled to something—to life, to death, to bodies, to minds, to illness, to people, to birthright, to duty. Each of us born with a unique debt, and we have until we die to pay it back.  Without this cost, what gives us the right to live? And moreover, what gives us the right to die? Are we really even free to choose?

This album is a deeply personal snapshot of loss, reconciliation, and a sympathy for the chains that keep us all grounded to the unforgiving laws of nature. To bring it to life, I decided to enlist the help of Alex DeGroot, who has been the only constant in my live band and helped mix the Stridulum EP back in 2010. It will be released on Sacred Bones, the closest group of people I’ll ever have to blood-bound family.

Okavi é o termo eslávico para “correntes” e dá nome ao disco que foi hoje introduzido por “Exhumed”, o primeiro tema, um prólogo operático electrificado por sombreados apocalípticos e góticos, e um crescendo de percussão industrial e sinfónica, noir e desesperante.

O novo disco de Zola Jesus sai a 08 de setembro e contou com a colaboração de Alex DeGroot –  presença habitual em palco com Nika -, o produtor WIFE, a violoncelista Shannon Kennedy dos Pedestrian DepositTed Bynes, percussionista com uma extensa linha de edições e que trabalhou já com nomes como os de Charlemagne PalestinePsychic Temple.

Okovi:
01. Doma
02. Exhumed
03. Soak
04. Ash to Bone
05. Witness
06. Siphon
07. Veka
08. Wiseblood
09. NMO
10. Remains
11. Half Life

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