Ao oitavo dia do mês quarto do ano de 2016, Tim Hecker – tal como já tínhamos anunciado anteriormente – edita aquele que será o seu oitavo registo de originais, Love Streams. E hoje entramos pé ante pé por mais uma das salas cósmicas sagradas do disco do compositor canadiano. Com os pés na antecâmara de Love Streams que foi “Castrati Stack”, revelada em Fevereiro, hoje descobrimos de que cores se tingem as paredes de “Black Phase” e tal como o nome indica o negro pontifica. Apesar de nuances celestiais envolverem a segunda fase da revelação segundo Hecker, o cariz operático, maquinal e diabolizante das composições inspiradas em conceitos litúrgicos, indica em tudo que Love Streams será mais uma peça de beleza ulterior suprema ainda que formulada em contrastes extremos e roupagens desconfortantes.

O primeiro trabalho lançado com o selo da 4AD foi gravado no Greenhouse Studios na Islândia tal como os anteriores Virgins e Ravedeath, 1972. Novamente rodeado pelos cúmplices habituais Ben Frost, Kara-Lis Coverdale e Grímur Helgason,  Hecker alargou desta vez a tribo experimentalista e convidou o Icelandic Choir Ensemble.

Tim Hecker toca a 09 de Maio no GNRation, em Braga, e dia 10 em Lisboa no Teatro Maria Matos.

Tim Hecker edita pela 4AD e regressa a Portugal