A Universidade do Minho, com a organização do seu Conselho Cultural e apoio da RUM – Rádio Universitária do Minho e a Associação Académica da Universidade do Minho, organiza a 7ª edição do seu Festival de Outono, com presença nas cidades abrangidas pela Universidade, Braga e Guimarães.

O Festival não se cinge ao cariz académico e tenta puxar a si as pessoas da cidade. Este ano, há uma clara aposta na multiculturalidade dos seus artistas, muitos deles estrangeiros e de culturas diferentes promovendo, além dos concertos, conversas e debates sobre a língua e a música. Por isso, e a propósito da crise (multi)cultural na qual tudo aponta estarmos inseridos, é salutar uma iniciativa do género.

No primeiro dia do festival, quinta-feira, Guimarães acolhe uma conversa com várias personalidades ligadas às instituições de cultura; simultaneamente, na Universidade, dá-se o Arraial de Outono, com actuações de duas tunas universitárias e DJ Sets de Batida e RUM Soundsystem. Há ainda cinema e churrasco gratuito! Já por Braga, o Museu Nogueira da Silva recebe, às 18h30m, o Iago Fernández Quarteto, que promete uma belíssima incursão pelo jazz

No dia seguinte, o café A Brasileira, no centro de Braga, recebe Pedro Coquenão – músico do projecto Batida -, Aziza Brahim, e Carlos Videira, mestrando em Direitos Humanos, para uma conversa que parte da música para temas da actualidade. Será moderada por Raquel Bulha, a radialista da Antena 3. Depois, às 21h30m, começam dois concertos em simultãneo: a Orquestra da Universidade do Minho interpreta uma selecção de música latino-americana no Shopping Braga Parque, e Aziza Brahim tem o Salão Medieval por sua conta, no Largo do Paço. Ambos, claro está, em Braga. Mais tarde, às 23h00 e 00h00, respectivamente, Derek Gripper leva a sua guitarra ao palco, profundamente influenciado pela música maliana, e Batida transporta-nos ao sabor da música angolana logo a seguir. A fechar a noite, passamos do Salão Medieval para o Bar Académico, onde esperamos Raquel Bulha e DJ Khalab, este último uma referência da electrónica  africana.

A terminar, o Sábado é um óptimo dia para famílias. Às 15h30m, o Salão Nobre da Reitoria alberga um espectáculo de percussão; às 17h00m, voltamos ao Museu Nogueira da Silva para a “Arte Sinfónica”, pela Orquestra de Câmara da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo. À mesma hora, também n’A Brasileira, discute-se a música portuguesa com três referências do panorama nacional: Tiago Pereira, cujo projecto Música Portuguesa a Gostar Dela Própria tem calcorreado o nosso país de lés a lés, José Moças da Tradisom, dono de um dos maiores acervos discográficos do mundo (e possivelmente o mais rico a nível de música portuguesa), e Álvaro Costa, presença incontornável do panorama cultural português. A conversa será moderada por Sérgio Xavier, radialista da Rádio Universitária do Minho.

Segue-se, então, mais uma noite de concertos, com Omar Souleyman, um dos mais endiabrados músicos africanos que em nada fica a dever às mais excêntricas electrónicas do mundo ocidental, Crocodilo Criollo, um projecto de intersecção entre a América do Sul, Europa, e África, no qual músicos que se dão tanto à música como à palavra, e os Fandango, grupo que parte da música portuguesa e dos seus instrumentos (guitarra portuguesa e acordeão) e segue em direcção à electrónica orelhuda e descomplexada. Mais uma vez, a noite termina no Insólito Bar, com actuações de El G e El Remolón, ambos músicos da label argentina ZZK Records, e, a fechar, os sempre bem-vindos La Flama Branca + DJ Quesadilla.

O Festival mantém o preço do bilhete geral para alunos, docentes, e funcionários a 16€ (restante público, 20€) amanhã; depois, 20€ para comunidade académica e 26€ para restante público. O bilhete diário, para qualquer um dos dias, é de 15€. Apressem-se a garantir a entrada: temos aqui um dos eventos do ano. Vídeo e programação com horários em baixo.

Festival do Outono

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