Alex Kapranos e os seus muchachos highlanders são uma banda nova. Nick McCarthy deixou os Franz Ferdinand há dois anos e para tapar essa enorme ausência – o guitarrista era um dos compositores principais da banda, juntamente com Alex -, que fica sempre que sai um dos elementos fundadores de uma banda, entraram Dino Bardot para as guitarras e Julian Corrie para as teclas.

Não contentes com as alterações profundas, os Ferdinand foram buscar Philippe Zdar, um produtor que pensa fora da caixa do rock, para comandar as gravações de Always Ascending com um passado presente na electrónica – Zdar faz parte dos Cassius e tem profundas responsabilidades técnicas em discos de Justice, Erol Alkan, Fatboy Slim e Chromeo, mas também nos Two Door Cinema Club, Phoenix e The Rapture -, para reajustar os novos Franz a uma nova formação que, confrontada com a inserção de sintetizadores de forma fixa, pedia alguém que os domasse.

Always Ascending mostra-se como um primeiro passo numa nova vida dos Franz Ferdinand mas sem descuidar as características habituais, que incidem especialmente sobre as guitarras, que atravessaram já 14 anos e quatro discos de originais, acrescentando em 2018 novos elementos. O novo álbum é o quinto da discografia dos escoceses e sucede a Right Thoughts, Right Words, Right Action, de 2013.

Os Franz Ferdinand, que tocam em Lisboa no palco principal do NOS Alive no dia 14 de Julho, pavimentaram a entrada do novo disco com os singles “Feel The Love Go“, “Lazy Boy” e o tema-título. Quase na véspera da edição de Always Ascending, ainda se atiraram a Angel Olsen e fizeram uma cover de “Shut Up Kiss Me“.

Data de Lançamento: 09 de Fevereiro de 2018
Editora: Domino Records