O facto é que muitas vezes mais vale deixar falar as vozes que falam de dentro e este é um dos casos. Hannah Cohen deixou e tem um dos nossos discos favoritos do ano Pleasure Boy, um exercício de exorcismo e exaltação dos sentidos, de vazio a preencher pelas canções frágeis de dor e beleza elevadas ao seu expoente máximo pela delicadeza da voz de Hannah.

Realizado por Matthu Placek, “Baby” é mais um filme de uma série visual de Placek normalmente gravados em um só take, sendo este uma excepção, e onde a nudez tem um papel preponderante. A parceria entre Hannah e Matthu já se repete pela quarta vez e “Baby” sucede aos vídeos de “Sunrise”, “Child Bride” e “Don’t Say” todos disponíveis no site de Matthu Placek, que podem e devem visitar em http://www.matthuplacek.com e onde se pode conhecer a fundo a obra brilhante do americano que além dos vídeos conta com polaroids, retratos de Yoko Ono, Martha Wainright, Thomas Bartlett (o produtor do disco de Hannah), Fischerspooner, Cindy Sherman,Jeremy Irons entre outros.

O bailarino contemporâneo Thibault Lac é a estrela do novo despido, sincero e sentido vídeo que Placek explica pela sua palavras da seguinte forma:

I want a full Hollywood arch with as little bells and whistles as possible to produce the maximum effect. As a filmmaker who started as a dancer, I have avoided using dance in film until I was certain I had something to say and was confident I could represent the movement with respect and integrity for the craft. For Baby, I asked my dear friend Thibault Lac to interpret the beginning middle and end of a relationship through contemporary dance. Stripping him of barriers which could cloud the senses, I asked Thibault to reenact a history of love and loss along side a palpable element we all understand. In this film, pleasure and pain is a constant negotiation.

alec peterson sig

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