Os VNV Nation (de “Victory Not Vengeance”), duo composto por Ronan Harris e Mark Jackson – vindos de Dublin (Irlanda) e Essex (Inglaterra) respetivamente -, farão uma visita a terras lusas, mais propriamente ao Porto, e trazem o synth e futurepop alinhado com as ambiências mais dançáveis. Desde há algum tempo relocados em Hamburgo (Alemanha), os VNV Nation têm no seu currículo uma dezena de registos de longa-duração que remontam até 1995 com Advance and Follow, assim como uma multitude de singles e remixes produzidos e remasterizados. Atualmente numa digressão adequadamente intitulada Automatic Empire, o espetáculo irá focar-se especificamente sobre dois álbuns da banda: Empires, de 1999 e Automatic, de 2011. Destes dois, o primeiro representa o primeiro grande sucesso dos VNV Nation; já o segundo representa um projeto de coração da banda e um dos álbuns que os próprios admitem ser dos que mais gostaram de fazer.

Apesar de já terem lançado dois álbuns antes de sair Empires, foi com esse que, em 1999, os VNV Nation conseguiram dar o salto para a ribalta. Numa altura em que o techno ocupava todas as pistas de dança, o som da banda era algo que não só se encaixava com aquilo que o público esperava, mas também com algo que o público procurava ativamente. O uso do reverb, sintetizadores, teclados e demais instrumentos eletrónicos marcam todos presença numa teia que relembra, por exemplo, a música dos seus compatriotas Underworld. A gema da música de dança da altura – a componente eletrónica, a voz distorcida por efeitos, os ritmos desenfreados –, toda ela está representada no álbum, inserido na perfeição na sua época.

O caso de Automatic, o mais recente dos dois álbuns, é diferente: o disco atua mais como uma viagem atribulada. Da primeira canção até à última, misturam-se efeitos sonoros, ambientais e etéreos, que não só relaxam como  transportam as batidas e sintetizadores que transpiram a eletrónica pura alemã, com beats por minuto desenfreados dignas das maiores pistas de dança. No entanto, em todos os temas, a voz de Ronan Harris é o fio condutor desta viagem, guiando de tema em tema ao mesmo tempo que faz a convergência entre os dois estilos diferentes de eletrónica, sem alterações na voz. Isso deve-se, em parte, à maturação natural da banda e das suas preferências, mas também fortemente ao interesse de Harris em assumir um papel vocal de maior relevância na música dos VNV Nation. Por volta de 2006, Harris assumiu as vozes do supergrupo Bruderschaft (com o DJ americano Rexx ArkanaSebastian Komor dos Icon of Coil, Joakim Montelius dos Covenant e Stephan Groth dos Apoptygma Berzerk), e tomou-lhe o gosto, decidindo assim tornar os vocais numa parte mais preponderante dos VNV Nation.

Os VNV Nation atuam no Hard Club a 7 de dezembro, e a banda que fará a abertura do concerto está ainda por anunciar. Os bilhetes já se encontram à venda e terão um custo de €20. Em formato físico, podem ser adquiridos no próprio Hard Club assim como nas lojas Piranha e Bunker Store, e para compras e reservas online, será necessário entrar em contacto com a promotora através de email.

VNV Nation