Isto faz-se assim: pega-se num trio vencedor com um dos grandes discos de 2014, Here and Nowhere Else, retira-se um baixista – TJ Duke – da fórmula que destilou aquele disco e chama-se outro amigo – Nathan Ward dos Smooth Brain e Cruelster – para acrescentar linhas mais pesadas e vivas ao baixo. Abrem-se parêntesis e retira-se a voz a um vocalista e enfiasse-lhe um saxofone na boca. Fecham-se parêntesis e eleva-se o noise à exponenciação de sintetizadores. Para isso, chama-se outro amigo – que por acaso é só o mentor dos Emeralds – para marcar uma diferença em relação à outra banda que ainda não dissemos o nome. Ele é John Elliot que também veste a camisola dos Spectrum Spools. E isto tudo são os Total Babes e “Circling”.

Nascidos em 2010 pela mão de Jayson Gerycz dos Cloud Nothings (já tinham adivinhado, não já?) e de Christopher Brown dos Swindlella os Total Babes – o nome mais cool que nos passou pela caneta em 2015 –  são mais pop e menos grunge, mais peso punk e com menos barreiras de experimentação, mais lo fi e mais fiesta rock, o que resulta em descontração dirty debaixo de um sol californiano algures no Ohio com um vibe que roça um hard-core espacial.

Apetece mesmo um möshpit e uma viagem a Saturno ao som desta “Circling” enquanto não chega o segundo disco dos Total Babes em Maio. Heydays parece trazer camisa aos quadrados, cerveja e suor a rodos. Obrigado, Wichita Records por esta pérola!

alec peterson sig