Today is not the day que nos reencontramos contigo Mr. E, mas não faz mal. Não faz mal porque esse dia já está marcado e sabemos que não tarda muito em chegar. Bom, na verdade tarda um bocadinho; tarda para quem te sentiu a falta durante os quatro anos que passaram desde a última vez que nos deste um daqueles teus manuscritos de poesia que mudam uma vida – e que tão bem condensaste nas bonitas histórias que nos constaste em The Cautionary Tales of Mark Oliver Everett, – e que lemos e relemos, página a página, durante tantos dias e tantas noites. Tal como os outros dez, que desde 1996 nos têm feito companhia, durante quase todas as páginas e fases da nossa vida.

Por isso, vamos por aqui enganando o tempo que ainda precisa de ser desfolhado do calendário até Julho com umas canções que nos vais dando, sempre em momentos que nunca sabemos muito bem quando vão acontecer. Faz parte do charme, não é? Já sabemos que vamos ter uma nova odisseia sonora para devorar e desconstruir – dizes que se chama The Deconstruction e que vem lá dia 6 de Abril, e já temos a data devidamente decorada e circundada a vermelho naqueles anuários de parede -, e se calhar até te podemos confessar que contamos os dias até chegar essa tua nova colecção de canções… que também será nossa. A primeira, aquela que vem com o nome do disco, já a gastámos tanto que uma nova vinha mesmo a calhar.

Today was the day. O dia em que chegou “Today Is The Day” e parece que tudo ficou tão mais bonito. Sim, é diferente da outra. E gostamos disso, até porque continuas a ter sempre aquela canção certa para o momento certo. Bonito é também ver como continuas, ao fim destes 22 anos, a compor estas coisas e a chegar a outras pessoas como chegas a nós, dessa forma tão pouco convencional. Até ficámos mais bem dispostos e mais felizes com este novo pedaço de sol, apesar de estarmos já na recta final de uma longa semana. E mal podemos esperar para que a possamos celebrar contigo, daqui a uns meses. Até lá, Mr. E.

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