Para começar, é verdade: os Hookworms mudaram ligeiramente. Não embarcaram numa corrente completamente estranha à oscilação entre o psicadelismo circular e as bategas de guitarras noise que viram a banda de Matthew Johnson, a.k.a. MJ – também produtor de nomes como os de Frankie And The Heartstrings, Eagulls, Joanna Gruesome ou Pulled Apart By Horses -, delinear um muito particular equilíbrio entre o peso e as terras narcóticas, mas descobriram um elemento surpresa.

Em Microshift, os Hookworms adicionam a melodia como um extra que até agora não se observava a olho nu, mas a banda de Leeds não deixa para trás o post-psych negro e conturbado de outros tempos nem elimina a barulheira dos anos 90. Acrescenta sim uma limpidez contra-natura na obra anterior e vários fragmentos de electrónicas oitentistas. Resultado final: o melhor e mais intenso disco que os Hookwoorms deixaram no planeta.

Data de lançamento: 02 de Fevereiro de 2015
Editora: Domino Records.