Zero one one one, zero zero one one. Vai uma aposta que os alt-J vão pôr toda gente a aprender e a cantar em binário? Não bastavam já as extensas dissertações codificadas em números nos momentos que antecederam a revelação da gravação de um novo disco – continuados na apresentação de “3WW”, o single de avanço lançado no início do mês -, e já os britânicos nos atiram com uma nova fornada de mensagens encriptadas e a correria ao Google para sacar das traduções.

O segundo tema dado a conhecer de Relaxer, terceiro longa-duração dos britânicos, “In Cold Blood” expõe uma faceta dos alt-J pouco vista até agora – se excluirmos os artifícios la la la la lalianos que têm incluído nas suas canções perfeitamente desenhadas para os grandes estádios… ahem, festivais. Embora indubitavelmente alt-jeyana, este novo sangue rega-se com todos os elementos que lhes reconhecemos de uma fórmula já bastante explorada, embora embrulhado com teclas descaradamente psych, e corre rápido e quente nas veias dos trompetes que sugam uma ambiência mais solene e cerimonial que o habitual.

São os mesmos alt-J de sempre, mas é como se tivessem despertado de um registo flat e meio sonolento na dinâmica regando-o com umas valentes doses de cafeína ou outro estimulante qualquer. Falando sobre o tema, os britânicos explicam:

We started writing ‘In Cold Blood’ in our Leeds days and finished it last year in London. The brass was recorded at Abbey Road; the keyboards were done on a Casiotone that cost £1.05 on eBay; and no-one is quite sure where the key change came from.

Relaxer tinha data de edição marcada para 9 de Junho, mas foi antecipada em quase uma semana para dia 2. Os alt-J têm encontro marcado connosco junto ao Tejo praticamente um mês mais tarde. Já sabem o que significam os zeros e uns da letra? Ensaiem bem esse binário.