Os IS TROPICAL têm disco novo e vem às postas. O terceiro registo da banda é Black Anything e é mais uma chapada na cara da indústria, seja pela label onde se insere, seja pela abordagem à edição.

Black Anything tem como berço a Axis Mundi Records, editora fundada por Graham Dickson, uma das guitarras dos Crystal Fighters, em conjunto com mais uns amigos de forma a criar uma plataforma livre que dá 100% de liberdade aos artistas para fazerem o que quiserem com a sua música. Nada de grandes editoras nem de majors disfarçadas de indie. Em termos de formato, o mais recente disco dos IS TROPICAL é um puzzle para ser montado. Cinco 10’’ transparentes com duas músicas em cada um gravado em cinco continentes diferentes com o maior número de músicos e contribuições locais possíveis. O artwork de cada uma das peças é uma visão representativa do processo de gravação e da localização da respectiva peça de puzzle. No final, os cinco vinis sobrepostos transformam-se num globo. Quem não gostava de ter um globo destes?!

O primeiro dos cinco 10’’ já está disponível há três dias e começa a viajem pelo planeta no continente norte-americano com “Crawl/On My Way” e pode ser ouvido na integra aqui. Ambos os temas foram gravados em Nova York em locais relativamente insólitos como estações de metro, parques, ruas, parques de estacionamento, nos escritórios da Axis Mundi ou no apartamento de Graham e produzido por Luke Smith que já trabalhou com os Foals e Depeche Mode.

Este é o vídeo para “Crawl”, que conta com a voz de Kirstie Fleck, novo elemento da banda, e os IS TROPICAL dão mais um passo na desconstrução da indústria discográfica como se conhece.

alec peterson sig

 

 

 

 

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