Deixou-nos em suspenso durante longos anos, demasiados longos anos, na companhia de Veneer, o álbum de estreia de 2003 que imortalizou “Heartbeats”, o seu tema mais reconhecível até à data, e de In Our Nature de 2007. Não que fossem, qualquer uma delas, companhias indesejadas, mas iam-se somando os dias no calendário na mesma proporção com que se iam empilhando desejos de um regresso com novas histórias, novos relatos, novas interpretações em viagem pela condição humana a juntar às que se tornaram paisagens tão familiares no preencher das horas entretanto consumidas pelo passar da vida.

Do calor orgânico meramente acústico emanado por Veneer, ao calor orgânico de pequenos brilhos synth de In Our Nature – que serviu de ensaio para os futuros discos de Junip no que à sobreposição de instrumentos e acrescento de elementos electrónicos diz respeito -, Jose Gonzalez foi sendo confidente de noites solitárias, anfitrião de tardes soalheiras e lânguidas, um contador de estórias nato com as suas serenatas forjadas sob o fogo crepitante em que vibravam – e continuam a vibrar -, a voz das cordas da sua guitarra.

Pelo meio, enganou-se o passar do tempo e matou-se um pouco da saudade enquanto voz dos seus Junip – banda que formou nos primeiros anos de vida adulta com 2 amigos de infância, Elias Araya e Tobias Winterkorn ainda antes da partida para uma carreira a solo -, com outras duas antologias em forma de registo discográfico, primeiro em 2010 com Fields e 3 anos mais tarde com Junip, que se juntaram a uma mão cheia de EPs. Sobrepõem-se datas, encontram-se elos sonoros e líricos, complementa-se os sabores folk e cruzam-se os caminhos, indissociáveis que são, de Gonzalez e JunipGonzalez faz parte da genética de Junip tanto quanto Junip faz, enequivocamente, parte da genética de Gonzalez, ambas entidades que se liquidificam e se fundem numa só.

Durante longos anos, 8 longos anos, se desfiou o tempo até à chegada de Vestiges & Claws, o 3º disco a solo de Gonzalez que nos apresentaria a uma nova palete de crónicas cantadas, contadas, recolhidas dos despojos deixados no mundo por profundas alterações culturais e políticas que acabaram por ser o combustível de um processo criativo que, ainda que de forma mais vívida, polida e cristalina, descendem de numa continuidade do legado deixado pelos trabalhos anteriores.

A uma digressão de apresentação do então novo álbum que passou por um Centro Cultural de Belém esgotado com várias semanas de atecedência em Fevereiro de 2015 e um NOS Primavera Sound no mesmo ano, conjugaram-se mais 2 datas em solo nacional durante o ano de 2016, com actuações no Palco Heineken do NOS Alive em Lisboa e no Festival Para Gente Sentada em Braga. Duplicando o número de actuações dos anos anteriores, 2017 verá o sueco actuar por 4 vezes em Portugal durante o mês de Maio: dia 2 na Casa da Música no Porto, no seguinte em Lisboa na Aula Magna, dia 4 no Convento de São Francisco em Coimbra e dia 6 no Teatro Micaelense nos Açores.

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• 2 Maio | Porto | http://bit.ly/JG-Porto
• 3 Maio | Lisboa | http://bit.ly/JG-Lisboa
• 4 Maio | Coimbra | http://bit.ly/JG-Coimbra