Melancolia multicolorida, é assim que Thomas Marion (baixo), Jake Sorbie (voz e bateria), Francesco Bondi (guitarra, samplers) e David Troster (voz e guitarra) descrevem os seus Keroscene. Nome inventado depois de uma conversa de bêbados entre David e um jornalista num bar onde este último se debatia sobre como já não existiam music scenes as they all quickly burn out.

Fundados em Londres apenas no início deste ano que se apressa a chegar ao fim, a banda apresenta já este “Cotton Candy”, um dos lados do primeiro single da banda a sair no início do ano que vem. Do outro lado, vem “Storm OK”.

De algodão sente-se pouco, das escolas americanas de Brian Jonestown Massacre ou dos Hüsker Dü de Bob Mould sente-se bastante; sobeja psicadelismo punk mais post do que rock dos The Telescopes e paladares doces de nomes como Radiohead, Geneva ou Puressence e a mais fina nata da indie pop britânica dos 90’s há em abundância. Mas estaremos nós perante um exercício de copy/paste?! Longe disso, os Keroscene trazem genialidade nas guitarras e nos caleidoscópios para dar e vender… Sem nostalgias nem berço!

alec peterson sig