Ainda nem Flying Microtonal Banana teve oportunidade sequer de ganhar um grão de pó na prateleira dos discos reservada para a discografia que se começa a compor como impressionante dos King Gizzard & the Lizard Wizard, e já lá vem o próximo longa-duração para a banda de Melbourne.

O novo disco do colectivo psych, que lançou a 24 de Fevereiro o disco #9 de uma carreira começada apenas em 2012 mas que rapidamente atingiu a linha da frente da ocupação psicadélica global dos últimos anos, e que já os colocou várias vezes entre nós, tem já companhia em Junho e ameaçam eles que é apenas o segundo de cinco discos que já estão planeados para 2017. CINCO? Pois é!

Vá, segurem-se que vem lá viagem da grossa! Além do disco de Junho, que vai trazer escrito a lettering digno de uma banda de heavy-psych nas asas da nave o título de Murder Of The Universe, podemos avançar desde já também com o anúncio terceiro capítulo preparado para este ano. Ainda sem data prevista, o 11º longa-duração dos australianos vai chamar-se Sketches of Brunswick East. e será um disco de improvisações com forte componente jazzística. O próprio nome escolhido para o disco socorre-se da influência de Sketches Of Spain de Miles Davis.

Mas voltando atrás e a um Junho que ainda não chegou, os King Gizzard mais que elevaram a fasquia deles próprios e catapultam-na para uma dimensão só acessível por muito mas mesmo muito poucos. Ora vejamos: Murder Of The Universe, que sai a 23 de Junho pela Heavenly, é um disco conceptual constituído por 22 músicas sobre o fim do mundo e consequente total aniquilação da humanidade. Stu Mackenzie explica o equilíbrio entre a esperança e a devastação apocalíptica que se esgueira por entre as faixas do novo disco:

We’re living in dystopian times that are pretty scary and it’s hard not to reflect that in our music. It’s almost unavoidable. Some scientists predict that the downfall of humanity is just as likely to come at the hands of Artificial Intelligence, as it is war or viruses or climate change. But these are fascinating times too. Human beings are visual creatures – vision is our primary instinct, and this is very much a visual, descriptive, bleak record. While the tone is definitely Apocalyptic, it is not necessarily purely a mirror of the current state of humanity. It’s about new non-linear narratives.

Cerca de mês e meio depois de um teaser na sua página de Facebook ter dado a entender que o que aí vinha em Murder Of The Universe era algo de pesado, denso e elaborado, os Gizzard revelam finalmente “Han-Tyumi & The Murder Of The Universe”, o primeiro dos três capítulos que escrevem a história desorientadora do disco. O terceiro, que é na verdade o capítulo que encerra Murder. Podem consultar o alinhamento completo em baixo, mas primeiro fiquem com os 13 minutos alucinantes que agregam “Welcome To An Altered Future, “Digital Black”, “Han-Tyumi, The Confused Cyborg”, “Soy-Protein Munt Machine”, “Vomit Coffin” e “Murder Of The Universe”.

Murder Of The Universe

01. A New World
02. Altered Beast I
03. Alter Me I
04. Altered Beast II
05. Altered Me III
06. Alter Beast III
07. Alter Me III
08. Altered Beast IV
09. Life / Death
10. Some Context
11. The Reticent Raconteur
12. The Lord Of Lightning (Pt 1)
13. The Lord Of Lightning (Pt 2)
14. The Balrog
15. The Floating Fire
16. The Acrid Corpse
17. Welcome To An Altered Universe
18. Digital Black
19. Han-Tyumi, The Confused Cyborg
20. Soy-Protein Munt Machine
21. Vomit Coffin
22. Murder Of The Universe