Estávamos em novembro de 2016 quando os King Gizzard & The Lizard Wizard anunciavam o lançamento de nada mais nada menos que 5 odisseias psych para o ano de 2017. E não se pode dizer que não estejam já em pleno processo de consumar uma ambição e a levar a bom porto uma missão que muitos acharam na altura impraticável: afinal, dos cinco álbuns faltam apenas dois para que a promessa seja efectivamente cumprida – Flying Microtonal Banana, Murder Of The Universe e most recently, Sketches Of Brunswick East andam já todos por aí a fluir nas espirais mais negras, mais carregadas e pesadas – ou jazzísticas, no caso deste último disco -, da psicadelia.

Restam assim apenas dois meses e meio para que a ampulheta de 2017 dê a volta e dê também lugar a dois novos capítulos que se afundarão certamente – e até final do ano -, no já tradicional imaginário apocalíptico e bizarro que tem servido de sustentáculo a grande parte da discografia dos King Gizzard. Pelo menos é essa a expectativa, reiterada agora com “Crumbling Castle”, um épico exótico quase medieval, cheio de caldeirões mágicos e druidas que se espalha a espaços a terras do oriente e que ultrapassa os 10 minutos de duração. 1o minutos ao longo dos quais se aviva uma sequência visual regada a strobes e geometrias abstratas e alienígenas num cenário conceptual que leva o selo Jason Galea.

Sketches Of Brunswick East foi a terceira e última incursão pelas feitiçarias sónicas dos King Gizzard & The Lizard Wizard e foi lançado a 18 de agosto pela ATO Records. Especula-se que “Crumbling Castle” acabe definitivamente por desabar no quarto desafio homérico da banda, que muito se especula levará o nome de Polygondwanaland, após o título ter caído nos leaks das interwebs em maio.