Lana Del Rey - Ultraviolence
50%Overall Score

Quando, em 2011, a cena musical é invadida por “Video Games” e a voz arrastada de Lana Del Rey, juntamente com a sua imagem pin up meets Rita Hayworth, são exponencialmente elevados ao estrelato, algo prometia de fresco e novo. Não se verificou. A música desinspiradora e aborrecida colheu as esperanças num broto de flor que por ali ficou na imagem de diva decadente e na cedência clara à fama.

Ultraviolence, lançado a 14 de Junho de 2014 pela Polydor/Interscope, vem provar que Lana Del Rey tem uma capacidade ímpar: a de nos enfadar. E fá-lo brilhantemente com canções que se desenrolam durante vários minutos sobre um manto de coisa nenhuma. Em 2014, Lana Del Rey não nos oferece nada de novo. Traz a ilusão de irreverência com títulos como “Fucked My Way Up To The Top”, “Guns And Roses” ou “Money Power Glory” que prometiam alguma diversão lírica e se ficam pela tentativa oca de ser cool. A sua sonoridade mantém-se fiel ao que conhecemos desde Born To Die com algumas introduções de guitarra post-rock e a permanência das produções obscuras, como podemos verificar no primeiro single “West Coast”. A sua musicalidade poderia facilmente evoluir para uma sonoridade visual à Tarantino com arranjos à Fiona Apple. Infelizmente, Lana Del Rey não nos premeia com evolução mas, também, não desilude quem não espera mais dela.

Com o álbum a chegar ao final e as últimas notas a soar, só me restou uma opção: ir ouvir a “My Guitar Wants To Kill Your Mama” de Frank Zappa, pois acredito que ela iria apreciar o título.