Semper Femina, o disco de emancipação da folk de delicadezas várias de Laura Marling, foi editado no passado dia 10 deste mês. Sem ter feito uma transfusão absoluta de ADN, Marling mostra-se com um disco conceptual sobre a feminilidade, sobre a mulher e o que é ser e viver enquanto mulher, vários passos adiante da cantora doce e inocentada e quase sempre agarrada as raízes da tradição e dos moldes da folk. Sem deixar de o ser, Laura Beatrice Marling reinventa-se enquanto mulher e enquanto arquitecta de outra forma de ser folk.

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Depois dos trabalhos visuais de “Next Time” e do primordial “Soothing”, ambos realizados pela compositora inglesa, Laura Marling avança novamente para o lado de lá da câmara e realiza o terceiro vídeo de Semper Femina, pondo assim um ponto final numa trilogia com “The Valley”. Mais uma vez e incontornavelmente a mulher no centro de uma narrativa simples em oposição ao renascentismo de “Next Time”. Despida só com esparsos tecidos azuis, uma mulher que espera por algo ou alguém. O amor e a beleza e uma história contada de uma forma tão naturalmente britânica.

We love beauty ’cause it needs us to
It needs our brittle glaze
And innocence reminds us to
Cover our drooling gaze.