Há males que vêm por bem. Final de 2012 e uma tour pela Europa terminada levam Lia a um aeroporto em França; a história não nos diz qual. Voo cancelado, furacão Sandy a devastar a Costa Este dos Estados Unidos e a matar mais de cem pessoas entre NI e NJ. Enquanto se espera aproveita-se e, durante uma semana em casa de uma amiga em Lyon, vão-se escrevendo umas canções… Lia já não volta aos Estados Unidos e decide nessa semana mudar de morada de Brooklyn para França.

Estas canções são a génese do novo e segundo disco de Lia Mice a solo, a ser editado em Outubro. I Love You sai com selo Old Flame Records. Embora se sinta a mesma crueza lo-fi na escrita, composição e gravação dos novos temas, a abordagem sonora à estética que sempre marcou o trabalho de Lia, mantêm-se na categoria dos híbridos. Se durante meia década foi rainha noise em Brooklyn e antes disso nos anos da adolescência atravessou a Austrália em bandas punk e soul, agora na encarnação europeísta e francófona, o groove do ye-ye, as bandas sonoras do cinema francês e as cores de final de dia das Au Revoir Simone pintam de dancefloor friendly esta nova Lia Mice. Adeus à escuridão experimentalista de Happy New Year de 2012. Lia acrescenta:

When I say this project is heavily 60’s influenced, I’m not talking about a production or song writing style, I’m talking about a focus on melody and an obsession with studio experimentation. Because there’s no way this album could have sounded like this if it were recorded prior to now.

alec peterson sig